Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/includes/class.layout.php on line 164

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/includes/class.layout.php on line 167

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/includes/class.layout.php on line 170

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/includes/class.layout.php on line 173

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/includes/class.layout.php on line 176

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/includes/class.layout.php on line 178

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/includes/class.layout.php on line 180

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/includes/class.layout.php on line 202

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/includes/class.layout.php on line 206

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/includes/class.layout.php on line 224

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/includes/class.layout.php on line 225

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/includes/class.layout.php on line 227

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/includes/class.layout.php on line 321

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/includes/class.layout.php on line 321

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/includes/class.layout.php on line 321

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/includes/class.layout.php on line 321

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/admin/class.options.metapanel.php on line 56

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/admin/class.options.metapanel.php on line 56

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/admin/class.options.metapanel.php on line 56

Warning: Creating default object from empty value in /home4/anafxfz/public_html/verbologia/wp-content/themes/platform/admin/class.options.metapanel.php on line 49
O poeta do absurdo | Verbologia

Quem conhece a obra de Orlando Tejo sabe o quanto é bom ler o texto escrito com o desprendimento e a brasilidade genuína do nordestino, sem estrangeirismos. “Se estamos no Brasil, o jeito é falar português.”

Tenho em minhas mãos um livro precioso, uma leitura que escorre naturalmente, como um rio de corredeiras, que despenca vez por outra em cachoeiras de gargalhadas, em direção ao mar da experiência. O livro me foi emprestado pelo grande amigo Áureo, companheiro de trabalho e de rock’n roll, intitula-se Zé Limeira, o Poeta do Absurdo e a capa é essa que vai aí em cima. A edição é do Senado Federal e traz orelhas escritas por José Sarney (tomara que este último fato não manche aqui o meu humilde blog).

Até a dedicatória desperta o sorriso, por escancarar a irreverência e a peculiaridade do escritor:

Para Josymar (minha bússola e nas horas vagas Anjo da Guarda, que nasceu em Maceió, na quela rua onde mataram 29 pessoas numa cândida noite de luar), oásis do meu Saara interior…”

Zé Limeira foi um demônio que possuiu a sensibilidade de Orlando Tejo, como se, nos escritos, o possuidor recebesse a luz do poeta. O resultado é impressionante. Dentre muitos trechos que são realmente bons, alguns picantes e engraçados, pincei o que vai logo aí:

Carimbando a estrada com suas alpargatas-de-estalo, Zé Limeira e o também teixeirense Arrudinha Batista, de saudosa memória, excursionam pelo município paraibano da Sumé nos primeiros dias de junho de 1952.

(…)

Ingeriu um copo de ‘zinebra, tomou seu lugar, feriu as cordas do pinho, começou a expandir-se em destabocadas sextilhas, cantando, cantando, cantando, o pensamento solto no Parnaso absurdo da inspiração.

(…)

A surpreendente memória de José Marcolino captou as estrofes abaixo, em sextilhas e sete linhas:

‘O meu nome é Zé Limeira
De Lima, Limão, Limansa,
As estradas de São Bento,
Bezerro de vaca mansa,
Vala-me Nossa Senhora,
Ai que eu me lembrei agora:
Tão bombardeando a França!

‘Ninguém faça pontaria
Onde o chumbo não alcança.
Vou comprar quatro livro
Pra estudar leiturança…
Bem que meu pai me dizia:
Jesus, José e Maria,
São João das orelha mansa!

‘Ainda não tinha visto
Beleza que nem a sua,
De cipó se faz balaio,
A beleza continua,
Sete-Estrelo, três Maria,
Mãe do Mato, Pai da Lua!

‘A beleza continua,
De cipó se faz balaio,
Padre Nosso, Ave Maria,
Me pegue senão eu caio,
Tá desgraçado o vivente
Que não reza o mês de maio!

(…)

Súbito, Zé Limeira irrompe num improviso bombástico, supostamente intencional, que ecoou como uma agressão dirigida à sociedade local. A glosa foi anotada pelo padre Manoel Otaviano e por ele citada, por ocasião duma conferência que proferiu em João pessoa, dez anos depois, como sendo a mais espontânea e irreverente da poética sertaneja. A glosa, por extrapolação, pela força picaresca, pelo escândalo suscitado, tornar-se-ia a mais famosa da obra limeiriana:

‘O velho Tomé de Souza,
Governador da Bahia,
Casou-se e no mesmo dia
Passou a pica na esposa.
Ele fez que nem raposa:
Comeu na frente e atraz,
Chegou na beira do cais,
Onde o navio trefega
Comeu o Padre Nobréga,
Os tempos não voltam mais.”

Note-se, ainda, a grafia intencionalmente errada em algumas palavras. Às vezes licença poética, em outras, necessidade da rima.

Agradeço ao amigo Áureo do Brasil, companheiro também de “leiturança”, esse valioso empréstimo – porque daqui eu já devolvo o encadernado.

 

 

3 Responses to O poeta do absurdo

  1. Guilherme says:

    Pode parecer repetitivo, mas…
    Sen sa ci o nal!!!
    Isso foi, realmente, muito bom.
    Abraço.

  2. drjorge says:

    “Padre Nóbrega”!?
    Olha eu já vi muitos nomes para isso, mas Pe Nóbrega é demais! kkkkkkkkk
    Parece uma daquelas histórias que só se ouve na sala de audiências lááá da baixada do sapo! rsrsr

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>